O Ministério da Agricultura brasileiro informou hoje que considera satisfatórios os controles realizados pelo Paraguai para a exportação de carne maturada e desossada após o surgimento de um novo foco de aftosa no começo deste ano no departamento de San Pedro.
De acordo com o ministério, a missão veterinária brasileira que foi ao Paraguai este mês constatou que os frigoríficos e o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal do Paraguai (Senacsa) “promovem, até o momento, as garantias efetivas para a mitigação do risco de introdução do vírus da febre aftosa quando da importação de carne bovina desossada e maturada”. Esse é o único tipo de carne do Paraguai que pode entrar no Brasil desde dezembro de 2011 — o acesso é proibido em Santa Catarina, que é livre de febre aftosa sem vacinação.
Conforme nota do ministério, a missão brasileira inspecionou as três plantas frigoríficas que mais exportam ao Brasil para avaliar os procedimentos de certificação sanitária atestados pelo serviço oficial paraguaio para atender os requisitos sanitários definidos pelo Departamento de Saúde Animal brasileiro.
A missão também inspecionou as estruturas de campo do Senacsa, com análise dos controles de saúde animal, trânsito de animais e outros.
Diante dos resultados da visita, o ministério vai estudar a possibilidade de redução da área atualmente proibida — de todo o departamento de San Pedro para apenas à região norte do departamento. Para que isso ocorra, informa o ministério, “deverão ser adotadas garantias adicionais para evitar que quaisquer propriedades do restante do país que receberem animais oriundos dessa região também se tornem impedidas de enviar animais para abate destinados à exportação ao Brasil, por um período mínimo de 30 dias”, diz a pasta.
Valor Economico
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